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Dia 4 – O silêncio das expectativas

svg26 de maio de 2025Séries

Na quietude do quarto dia, o vento soprou mais forte. Não trazia alívio, apenas mais poeira. Jesus permaneceu imóvel, assentado sobre uma pedra, os olhos fechados, como se estivesse ouvindo algo além do que se podia captar com os ouvidos.

Na mente, começaram a surgir imagens: multidões o seguindo, enfermos sendo curados, os discípulos ao redor, a cruz ao longe… E por um momento, seu coração humano se agitou.

– Pai… será mesmo assim? Tudo isso acontecerá como imaginei?

A voz veio, serena e profunda:

– Filho, o futuro não pertence à imaginação. Ele pertence à obediência.

Jesus suspirou.

– Mas e se… e se eles não ouvirem? E se rejeitarem? E se os milagres não bastarem? E se…?

– Você está ouvindo os “e se”. Eles são os sussurros da ansiedade. As perguntas que o medo faz quando tenta tomar o lugar da fé.

Jesus abaixou a cabeça.

– Eu esperava que fosse diferente. Que fosse mais claro. Mais fácil.

– O problema não está em esperar, Filho. Está em esperar da forma errada. As expectativas humanas são como sombras: mudam com o sol. Mas a minha vontade… essa não muda.

– Então o que devo esperar, Pai?

– Espere a Mim. Não espere aplausos, nem compreensão, nem o caminho mais curto. Espere a minha voz, meus tempos, minha direção. Porque quando você espera em Mim, nunca se decepciona.

Jesus levantou lentamente, como quem se ergue não apenas no corpo, mas também na alma.

– Então me ajuda a silenciar as expectativas que eu criei… para escutar só a Tua promessa.

– E é por isso que você está aqui, no deserto. Onde suas expectativas se dissolvem… e só o que é eterno permanece.

Jesus olhou para o céu limpo, onde o sol brilhava sem filtro. Nenhuma nuvem. Nenhum sinal. Apenas luz — e silêncio.

Ele entendeu. Às vezes, o silêncio de Deus não é ausência. É ensino. É lapidação.

– Que meus passos não sejam guiados pelo que espero… mas por aquilo que Tu disseste.

– E isso será suficiente.

O vento soprou de novo. Desta vez, sem poeira. Apenas leve, como um carinho. Como uma confirmação.

E assim terminou o quarto dia. Um pouco menos cheio de expectativas humanas, e mais enraizado na vontade do Pai.

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