No décimo sétimo dia, o calor do deserto parecia intensificar-se, mas o coração de Jesus estava firme e sereno.
Enquanto caminhava sob o céu aberto, Ele sentiu o peso das incertezas que ainda pairavam sobre o futuro.
— Pai, às vezes a dúvida tenta invadir minha mente. Será que serei suficiente? Será que cumprirei o que foi planejado?
A voz do Pai veio com a firmeza de quem conhece cada fraqueza e fortalece cada coração:
— Filho, a dúvida é natural para quem caminha rumo ao desconhecido. Mas a confiança é a ponte que leva além do medo.
Jesus parou, fechou os olhos e respirou fundo.
— Como posso fortalecer essa confiança, quando tudo parece incerto?
— Olhe para dentro de você. Eu estou contigo. Eu te sustento. A confiança não nasce do controle, mas da entrega.
— Mesmo quando os ventos contrários sopram forte?
— Ainda mais então, Filho. A confiança não é ausência de tempestade, mas a certeza da presença que a atravessa contigo.
Jesus sorriu, sentindo uma paz que nenhum deserto poderia roubar.
— Que eu ande com confiança, Pai, mesmo na fraqueza e na dúvida.
— E assim será, Filho. Porque tua força vem da fé que te liga a Mim.
E assim terminou o décimo sétimo dia — o dia em que Jesus compreendeu que a confiança inabalável não elimina os desafios, mas dá coragem para enfrentá-los.




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