No vigésimo dia, o sol brilhava forte, mas no coração de Jesus, uma chama nova começava a arder — a compaixão.
Enquanto caminhava pelo deserto, Ele parou diante de uma pequena planta que lutava para sobreviver à aridez.
— Pai, como ter compaixão por um mundo tão quebrado e distante de Ti?
A voz do Pai veio suave e firme:
— Filho, a compaixão é o amor que se move para a ação, que não se afasta da dor, mas se aproxima para curar.
Jesus observou a planta ressequida e falou com ternura:
— Mesmo nos lugares mais secos, a vida insiste em brotar. Assim deve ser o amor no coração dos homens.
— Exato, Filho. A compaixão transforma a dor em esperança, o desespero em renovação.
— E como manter a compaixão diante da rejeição e da ingratidão?
— A compaixão verdadeira não busca recompensa, apenas o bem do outro. É um reflexo do Meu amor por todos.
Jesus sorriu, sentindo a força desse ensinamento.
— Que meu coração seja cheio dessa compaixão que não se cansa nem se abate.
— E assim será, Filho. Porque através da compaixão, o mundo começará a conhecer o Meu reino.
O vento do deserto parecia cantar uma canção de vida e esperança.
E assim terminou o vigésimo dia — o dia em que Jesus aprendeu que a compaixão é a força que move o amor a agir e transformar.




Qual a sua opinião?
Mostrar os comentários / Deixe o seu comentário