No vigésimo segundo dia, o sol já começava a declinar, lançando sombras longas sobre a areia do deserto. Jesus sentou-se em uma rocha, olhando para dentro de si mesmo.
— Pai, como posso manter a verdade dentro do meu coração quando o mundo lá fora distorce tudo o que é justo?
A voz do Pai soou profunda e calma:
— Filho, a verdade começa no interior. É um fogo que arde na alma, que nenhuma mentira pode apagar.
Jesus fechou os olhos, sentindo essa chama dentro de si.
— Mas e quando as vozes externas tentam me convencer a seguir outro caminho?
— Então fortaleça a sua verdade interior com silêncio e oração. Permaneça firme naquilo que Eu te revelei.
— É difícil resistir às tentações do mundo e às opiniões contrárias.
— Por isso você deve aprender a confiar na voz que vem do silêncio do teu coração, aquela que é a Minha.
— Que eu não me perca na confusão das vozes, mas permaneça fiel ao que é eterno.
— Assim será, Filho. Porque a verdade interior é a âncora que mantém a alma firme na tempestade.
O crepúsculo envolvia o deserto numa luz suave, refletindo a serenidade que começava a habitar Jesus.
E assim terminou o vigésimo segundo dia — o dia em que Jesus compreendeu que a verdade maior habita no silêncio do coração e deve ser protegida contra as vozes do mundo.




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