No vigésimo quinto dia, o sol se elevava alto no céu, mas no coração de Jesus, uma chama ainda mais intensa começava a arder.
Ele olhou para o vasto deserto e falou:
— Pai, como amar aqueles que muitas vezes rejeitam e ferem? Como praticar o amor incondicional?
A voz do Pai soou cheia de ternura e força:
— Filho, o amor incondicional não depende das ações dos outros, mas da tua decisão de amar além das circunstâncias.
Jesus pensou, olhando para as marcas da aridez na terra.
— É difícil amar sem esperar algo em troca, especialmente quando o coração sofre.
— O amor que Eu te ensino é semente lançada na terra, que germina mesmo onde parece impossível.
— Como posso fortalecer esse amor para que ele não se quebre diante das rejeições?
— Lembre-se sempre do Meu amor por ti, que é perfeito e sem condições. É desse amor que deves beber para amar os outros.
Jesus fechou os olhos, sentindo uma paz profunda invadir seu ser.
— Que meu amor seja um reflexo do Teu, Pai, capaz de alcançar e transformar.
— E assim será, Filho. Porque o amor incondicional é a força que move o mundo e realiza a verdadeira missão.
O deserto parecia agora um lugar onde o amor podia florescer, mesmo na aridez.
E assim terminou o vigésimo quinto dia — o dia em que Jesus aprendeu que o amor incondicional é a base de toda transformação.




Qual a sua opinião?
Mostrar os comentários / Deixe o seu comentário