No vigésimo sexto dia, o sol castigava a terra, e o deserto parecia desafiar Jesus a ceder aos seus limites.
Ele se ergueu, sentindo o peso da fome e da solidão, e perguntou:
— Pai, como posso ter coragem para enfrentar as tentações que buscam desviar-me do caminho?
A voz do Pai respondeu firme e cheia de amor:
— Filho, a tentação é a prova que fortalece o espírito. A coragem nasce da certeza de quem você é e do propósito que carrega.
Jesus olhou para o céu aberto e respirou profundamente.
— Mas a tentação é sutil, muitas vezes disfarçada de algo bom. Como discernir o que é real e o que é armadilha?
— A coragem vem da sabedoria que você já cultiva. Confie na voz interior que rejeita o falso e abraça o verdadeiro.
— E quando a tentação parece irresistível, e o cansaço quer vencer?
— Então recorra à oração, à minha palavra e à tua fé. A coragem não é ausência de medo, mas a decisão de seguir em frente apesar dele.
Jesus fechou os olhos, sentindo uma força renovada dentro de si.
— Que eu tenha sempre a coragem para dizer não ao que me afasta da missão.
— E assim será, Filho. Porque a coragem é a luz que mantém a alma firme nas trevas da dúvida.
O deserto, que antes parecia inimigo, agora se tornava palco da vitória do espírito.
E assim terminou o vigésimo sexto dia — o dia em que Jesus aprendeu que a coragem para enfrentar a tentação é o escudo do verdadeiro guerreiro.




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