No vigésimo sétimo dia, o calor do deserto começava a diminuir, e Jesus sentou-se, olhando para a imensidão ao seu redor.
— Pai, como ensinar a generosidade que não espera nada em troca? É difícil amar sem esperar retorno.
A voz do Pai veio suave e profunda:
— Filho, a verdadeira generosidade é um ato de liberdade do coração. Ela nasce do amor puro e não se prende a recompensas.
Jesus refletiu por um momento, tocando a areia com as mãos.
— Mas como cultivar essa generosidade num mundo tão cheio de egoísmo?
— Começando por pequenas ações, por gestos simples e sinceros. A generosidade cresce quando se dá sem medir.
— E quando o coração se cansa de doar e sente-se vazio?
— Lembre-se que, ao doar, você abre espaço para receber. A generosidade é um ciclo que nunca se esgota.
Jesus sorriu, sentindo uma luz interior expandir-se.
— Que meu coração seja sempre aberto, dando sem reservas.
— E assim será, Filho. Porque a generosidade é a semente que floresce na alma e transforma o mundo.
O deserto parecia menos árido, como se a generosidade tivesse começado a brotar ali.
E assim terminou o vigésimo sétimo dia — o dia em que Jesus compreendeu que a generosidade verdadeira é aquela que dá sem esperar nada em troca.




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