No trigésimo quinto dia, o vento trouxe consigo um silêncio quase palpável, como se o deserto aguardasse uma lição especial.
Jesus, sentando-se na pedra quente, perguntou ao Pai:
— Pai, como cultivar a compaixão verdadeira que toca e alivia o sofrimento do outro?
A voz do Pai veio serena e cheia de amor:
— Filho, a compaixão nasce do reconhecimento da dor do outro como tua própria dor. É o coração que se abre para acolher sem julgamentos.
Jesus refletiu, lembrando das multidões que logo encontraria.
— Mas como evitar que a compaixão se torne carga ou cansaço?
— O amor que te sustenta não se esgota. Quando amas em Mim, recebes força para seguir acolhendo.
— E quando a indiferença do mundo parece grande demais?
— Seja a luz que rompe a escuridão. Mesmo um gesto de compaixão pode transformar uma vida inteira.
Jesus sorriu, sentindo uma chama se acender dentro dele.
— Que meu coração seja sempre compassivo, pronto para aliviar a dor de quem me buscar.
— E assim será, Filho. Porque a compaixão é a ponte que une corações e cura feridas.
O deserto, testemunha silenciosa, parecia abraçar aquele compromisso de amor.
E assim terminou o trigésimo quinto dia — o dia em que Jesus aprendeu que a compaixão verdadeira é a força que transforma o sofrimento em esperança.




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